30/03/2015 12:30

Oscar: Argentina goleia Brasil no cinema

É verdade que o cinema argentino é melhor que o cinema nacional? Brasil x Argentina!

Da Redação
Os Paparazzi
Se o Oscar é a Copa do Mundo do Cinema, qual é o placar de Brasil x Argentina, hein? No futebol, sabemos que a vantagem é brasileira no número de Copas. Mas, no cinema, os filmes argentinos levam vantagem contra os filmes brasileiros. OsPaparazzi destaca reportagem especial sobre o cinema argentino, com curiosidades sobre a sétima arte de "los hermanos". Veja abaixo a lista com 7 vitórias do cinema argentino contra o cinema nacional quando o assunto é Oscar.

Brasil e Argentina no Oscar
Brasil e Argentina no Oscar

1 - "História Oficial" leva Oscar e abre o placar

Sobre o Brasil no Oscar, nosso país nunca ganhou um troféu no Oscar. A Argentina já ganhou dois (até 2015). O primeiro Oscar do cinema argentino veio com o filme "História Oficial", de 1985, que fala sobre a ditadura militar no país. O longa tem direção de Luis Puenzo.

2 - "O Segredo dos Seus Olhos" faz 2 a 0 no Brasil

O segundo Oscar do cinema argentino veio com o filme "O Segredo dos Seus Olhos", de 2009. "El Secreto de Sus Ojos" tem direção de Juan José Campanella, premiado cineasta argentino. É possível assistir "O Segredo dos Seus Olhos" através do Netflix, aqui no Brasil. O longa conta a história de Benjamin Esposito (Ricardo Darín), que acaba de se aposentar do cargo de oficial de justiça. Ele passa a escrever um livro e conta em detalhes quando foi testemunha de uma história trágica em 1974. Reconhece o vilão Ricardo Morales (Pablo Rago) com a ajuda de Pablo Sandoval (Guillermo Francella), e se apaixona pela Musa Irene Menéndez Hastings (Soledad Villamil).

O Segredo dos Seus Olhos Ricardo Darín e Soledad Villamil
O Segredo dos Seus Olhos, com Ricardo Darín e Soledad Villamil

3 - "Relatos Selvagens" esteve no Oscar 2015 e faz o terceiro

O filme argentino "Relatos Selvagens" (Relatos Selvajes) esteve entre os indicados ao Oscar 2015. Com direção de Damián Szifron, foi apontado por alguns críticos como a grande injustiça da festa, por não ter levado o troféu de Melhor Filme Estrangeiro. O Brasil sugeriu o filme "Hoje Eu Quero Voltar Sozinho", de Daniel Ribeiro, para essa edição. Mas a Academia não indicou. Tivemos, portanto, a Argentina com um representante elogiado pela crítica, deixando o Brasil mais uma vez de fora.

4 - Damián Szifron é argentino, virou goleada

Damián Szifron, 39 anos de idade, é um premiado diretor de cinema da Argentina. Além de Relatos Selvagens, dirigiu filmes como "El fondo del mar" e "Tiempo de valientes". Ganhou fama com as séries de televisão. As séries "Los simuladores" e "Hermanos y Detectives" foram exportadas para o exterior após sucesso na Argentina. Sobre Relatos Selvagens, é o filme de maior bilheteria no país, uma espécie de Tropa de Elite dos nossos vizinhos na atualidade.

5 - Ricardo Darín, estrela latino-americana

O ator argentino Ricardo Darín, 58 anos de idade, nascido em Buenos Aires, é o principal símbolo do cinema latino-americano em Hollywood na atualidade. Trata-se de um símbolo. Falou em cinema argentino? Então falou em Darín. Já ganharam até um apelido: "Darín Movies" são os filmes do astro que ganham destaque lá fora. Na atualidade, o brasileiro Rodrigo Santoro é quem mais se destaca no exterior. Mas os filmes argentinos de Darín também ganham exibição lá fora. Destaques para Nueve reinas, El Hijo de la Novia (O Filho da Noiva), Luna de Avellaneda, El Aura, El secreto de sus ojos e Un cuento chino.

Relatos Selvagens Argentina Oscar casamento Erica Rivas
Relatos Selvagens com clássica cena de casamento com a premiada atriz Erica Rivas

6 - Juan José Campanella: monstro!

Juan José Campanella é um mestre do cinema. Além de ser vencedor do Oscar, por "O Segredo dos Seus Olhos", é premiado por outros trabalhos. Aos 55 anos de idade, tem em sua filmografia: Prioridad nacional, Love Walked In, El mismo amor, la misma lluvia, El hijo de la novia, Luna de Avellaneda e também a animação "Metegol" (Um Time Show de Bola), premiado desenho animado sobre futebol. Tem mais: o currículo de Campanella também se destaca por trabalhos na TV norte-americana: ele escreve para as séries Law & Order, Six Degrees, 30 Rock e House (Dr. House, protagonizada pelo inglês Hugh Laurie). E olha que Hector Babenco é um argentino que se naturalizou por aqui, hein...

7 - Mais um gol... não! A defesa do Brasil

Juan José Campanella Oscar Argentina
Juan José Campanella levou o Oscar para Argentina
A reportagem é escrita por um jornalista brasileiro. Sim, trata-se de uma homenagem ao cinema argentino, baseada em números do Oscar. Mas, também, sim! sim!, reconhecemos as inúmeras qualidades dos filmes brasileiros. Então vamos aos destaques para balançarmos esse placar. Em primeiro lugar, o Brasil tem o mesmo número de troféus no Globo de Ouro que a Argentina: 1 pra cada. Foi com o filme Central do Brasil, da brasileiríssima Fernanda Montenegro, vencedora do Emmy Internacional pela série "Doce de Mãe". Uma diva! E nossa!

No Festival de Cannes, na França, dá Brasil. O Pagador de Promessas levou a Palma de Ouro em Cannes em 1962. Os argentinos nunca levaram uma Palma de Ouro na festa do cinema francês. Ainda na França, Fernanda e Sandra Corveloni (Linha de Passe) foram premiadas com o troféu de Melhor Atriz. Norma Aleandro, argentina, também foi premiada com História Oficial. O diretor Glauber Rocha também foi premiado em Cannes, com Antônio das Mortes. Pino Solanas e o filme "As Acácias" (de 2011), com direção Pablo Giorgelli, também foram premiados no evento para o lado argentino.

No Festival de Berlim, na Alemanha (7 a 1? Esquece...), o Brasil também ganha da Argentina: 2 a 0. Levou o Urso de Ouro com os filmes Tropa de Elite e Central do Brasil. O Urso de Prata tem três brasileiros: Marcélia Cartaxo, Melhor Atriz, com o filme A Hora da Estrela, Ana Beatriz Nogueira com o filme "Vera" e Fernanda Montenegro com o longa de Walter Salles.

Fechamos com o Festival de Veneza, o Leão de Ouro. E com empate. O Brasil levou o troféu na Itália com o filme Eles Não Usam Black-Tie, com direção de Leon Hirszman, em premiação do júri (não levou o Leão de Ouro). A Argentina empatou com o filme "Tangos".

Lembrando que essa lista é apenas uma leitura para entretenimento de cinéfilos apaixonados por bons filmes, sejam eles argentinos, brasileiros...

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