28/02/2012 09:20

O Artista quebra paradigmas e brilha no Oscar 2012

Hugo Cabret e O Artista empatam em número de prêmios, mas O Artista se consagra com o prêmio de melhor filme

Mariana Guedes
Os Paparazzi
O diretor francês Michel Hazavicius mostrou que veio para quebrar todos os paradigmas e regras que, aparentemente, foram impostas aos filmes. Hazavicius fez um filme mudo e preto e branco, em pleno século 21, e faturou neste domingo, 26, os principais prêmios do Oscar 2012, que teve cerimônia realizada em Los Angeles, nos Estados Unidos. É bem verdade que O Artista (The Artist) não era o grande favorito da noite, mas levou cinco prêmios das dez inscrições que teve: melhor filme, ator, direção, figurino e trilha sonora.

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Elenco, equipe e o cachorro Uggie reunidos para entrega do Oscar de melhor filme no palco do Teatro Kodak, onde ocorreu a 84ª edição da premiação (Foto: Reuters)

O grande favorito da noite era mais uma vez um longa dirigido por Martin Scorsese, que ainda amarga a derrota sofrida no Oscar de 2010 quando perdeu a estatueta para sua ex-esposa Kathryn Bigelow. Scorsese, que concorria por seu primeiro filme em 3D A invenção de Hugo Cabret teve sua criação indicada a onze prêmios dos quais levou cinco: fotografia, direção de arte, mixagem, edição de som e efeitos visuais. OsPaparazzi mostrou a lista completa com os vencedores do Oscar 2012.

Porém na disputa entre um dos veteranos e super favorito ao Oscar e o visionário que resolveu arriscar em sua criação, quem levou a melhor foi a inovação de Michel Hazavicius. O filme se passa na Hollywood dos anos 20 e conta a história de George Valetin (Jean Dujardin), um astro do cinema mudo que se recusa a participar de produções faladas. Ele acaba se apaixonando por Peppy Miller (Bérénice Bejo), nova musa do cinema falado. O filme é uma produção francesa e quebrou barreiras nunca superadas antes: foi o filme francês a ter o maior número de indicações e o primeiro a concorrer a estatueta de melhor filme. Aliás na história recente do Oscar os filmes franceses que receberam mais de uma indicação são: "Camille Claudel", indicado duas vezes em 1990, "Cyrano de Bergerac" (cinco vezes em 1991), "Indochina" (duas vezes em 1993), "O fabuloso destino de Amélie Poulain" (cinco vezes em 2001) e "A voz do coração" (duas vezes em 2005).

Quem estrelou a produção francesa foi o também francês Jean Dujardin, 39, que garantiu também a estatueta de melhor ator e recebeu o prêmio pelas mãos da vencedora de melhor atriz no ano passado por sua atuação em Cisne Negro, Natalie Portman. Dujardin venceu de atores renomados e disputou com Demián Bichir, de "A Better Life", George Clooney, de Os Descendentes, Gary Oldman, de O espião que sabia demais e Brad Pitt, de O homem que mudou o jogo.

Mas a verdadeira sensação da noite foi o cachorrinho Uggie, um dos personagens mais marcantes do longa dirigido por Hazavicius; o simpático cachorro apareceu na plateia sentadinho de gravata borboleta e terno, e quando o filme foi anunciado como o grande ganhador do Oscar, Uggie não teve dúvidas e subiu junto com o elenco e equipe do filme.

Com tantos prêmios adquiridos por A invenção de Hugo Cabret e The Artist (O Artista) críticos do cinema nacional e internacional já começam a falar em uma nova visão de cinema; alguns até dizem que a magia do cinema pioneiro está renascendo.

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