23/05/2011 09:07

Por que "A Árvore da Vida" venceu em Cannes

Presidente do Júri do Festival de Cinema de Cannes, Robert De Niro justifica Palma de Ouro a longa de Terrence Malick

Da Redação
Os Paparazzi
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Brad Pitt em cena de "A Árvore da Vida", longa-metragem do premiado e misterioso diretor Terrence Malick
O 64º Festival de Cinema de Cannes, com premiação realizada no Grand Théâtre Lumière, em Cannes, na França, neste domingo, 22, deu ao filme "A Árvore da Vida" o principal troféu da noite, a "Palma de Ouro". Mas por que o longa-metragem de Terrence Malick, com produção e atuação de Brad Pitt, derrotou os outros candidatos? Com a palavra o presidente do júri do Festival de Cannes, Robert De Niro: "Quase todos nós achamos que esse era o grande filme. A decisão foi difícil, porque havia outros filmes muito bons. Mas Malick fez um filme incrível", justificou. Confira a lista dos vencedores do Festival de Cannes de 2011.

"A Árvore da Vida" é o quinto filme do diretor americano Terrence Malick (veja abaixo vídeo do trailer do filme). No domingo, nem Terrence Malick, nem Brad Pitt (a estrela de Cannes) compareceram ao Grand Théâtre Lumière para receber a premiação. Malick já ganhou uma "Palma de Ouro" há 32 anos, com o filme "Dias de Paraíso". Desde então, ficou 19 anos sem produzir novos filmes. Malick se escondeu. Nunca mais foi visto em entrevistas ou eventos. Mas retorna ao mundo do cinema em grande estilo, e em tom de mistério.

Na bolsa de apostas dos críticos da revista "Le Film Français", o longa de Terrence Malick era o grande favorito. E não deu outra. Kirsten Dunst e Jean Dujardin também brilharam na festa em Cannes. Dunst ficou sem graça ao citar o polêmico diretor Lars von Trier. Mas o fez, com estilo. O filme "Melancholia" foi premiado, apesar das bobagens que Lars von Trier andou dizendo em entrevistas.

"O Garoto de Bicicleta", dos irmãos belgas Jean-Pierre e Luc Dardenne também foi premiado. E no fim, Robert De Niro ainda arrancou gargalhadas da plateia ao tentar improvisar um francês. Robert tentou falar "companheiros" (compagnons), mas mandou um "champinhons". Depois encerrou tudo com um "merci" e conquistou os convidados com simpatia, irreverência e também uma boa pitada de carisma.

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