30/10/2012 13:35

Yoko Ono não provocou o fim dos Beatles

Paul McCartney fala sobre o fim dos Beatles e a importância de Yoko na vida de John Lennon

Diego Almeida
OsPaparazzi
Paul McCartney, ex-integrante dos Beatles, tocou em uma velha ferida durante entrevista ao apresentador britânico David Frost. Segundo o jornal The Guardian, o músico desmentiu que o relacionamento de Yoko Ono com John Lennon teria provocado a separação do grupo. Apesar da presença da artista japonesa distrair os ensaios da banda, McCartney disse que o fim dos Beatles era inevitável.

"Yoko certamente não separou o grupo, o grupo já estava se separando". Ele também reafirmou a influência de Yoko, que foi muito rejeitada pelos fãs dos Beatles, no trabalho de Lennon. "Não acho que ele teria feito nada disso sem Yoko. Quando ela apareceu, parte de seu apelo era o lado avant garde, sua visão das coisas, e mostrou a ele um novo jeito de ser. Então era hora de John sair, com certeza faria isso de um jeito ou de outro", disse, acrescentando que o grupo acabou "na hora certa, deixando um legado bacana".

A perda da mãe, segundo McCartney, foi o que o aproximou de Lennon, já que ele também perdeu a mãe ainda na juventude.

Yoko Ono
Yoko Ono não foi a causa do fim dos Beatles, segundo Paul McCartney (Foto: Reprodução)

McCartney declarou ainda que guarda rancor é do empresário Allen Klein. Segundo o cantor, ele teria disseminado rancor entre os integrantes após a morte de Brian Epstein em 1967. "Eu estava brigando com os três caras que tinham sido meus amigos de alma a vida inteira. Queria era brigar com Klein".

A entrevista de Paul McCartney será exibida na TV inglesa no próximo mês. No início de outubro, "Love Me Do", o primeiro compacto lançado pelos Beatles, completou 50 anos.

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