Amácio Mazzaropi

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Amácio Mazzaropi é homenageado; leia biografia

Amácio Mazzaropi é homenageado; leia biografia

O centenário de Amácio Mazzaropi foi comemorado nesta segunda-feira, 9, em Taubaté, em São Pauloe em todo Brasil. Amácio Mazzaropi nasceu no dia 9 de abril de 1912. Mazzaropi foi um artista com a cara e o jeito do caipira. Foi essa a marca que fez o cineasta Amácio Mazaroppi ficar na memória do povo brasileiro. No ano de seu centenário, os fãs do ator e produtor de cinema reconhecem o talento e coragem que o levaram a ser um pioneiro da indústria cinematográfica nacional.
Amácio Mazzaropi

100 anos de Amácio Mazzaropi

Foto: Divulgação


OsPaparazzi está de olho em Amácio Mazzaropi...

O caipira Mazzaropi, de andar desengonçado, olhar desconfiado, foi um sucesso nos cinemas brasileiros entre as décadas de 50 e 70. Maza nasceu em São Paulo. Ainda criança foi morar em Taubaté, no Vale do Paraíba. A mudança foi fundamental para sua carreira artística. Foi observando o jeito simples do povo do Vale do Paraíba que ele criou o seu personagem mais famoso, o Jeca. A maior inspiração estava em casa. Era o seu avô, João José. "O Mazzaropi conviveu muitos anos com o avó, ele era um caipira que contava anedotas, participava de quermesses, inauguração de praça... O avô sempre participava desses eventos. E o Amácio Mazzaropi viveu tudo isso com o avô. Por isso que ele era tão natural, porque o avô era e ele viveu isso com o avô. E depois representou de uma maneira muito clara, muito natural, como se ele realmente fosse um caipira", explicou Gabriela Sanches, jornalista do Museu Mazzaropi, em entrevista à TV Globo.

Novos filmes devem ser criados para homenagear Mazzaropi nos próximos anos.

Mazzaropi começou a carreira de ator e comediante no circo. Passou pela televisão e se consagrou na tela grande. Foram 32 longa-metragens. O primeiro, "Sai da Frente", foi lançado em 1952. Em 1958 fundou seu próprio estúdio em Taubaté, a Pam - Produções Amácio Mazzaropi. A partir daí passou a controlar todo o processo de realização de seus filmes. O primeiro lançamento da Pam foi "Chofer de Praça". Um ano depois estourou nas bilheterias com Jeca Tatu.

"Foi o primeiro filme que ele o titulou de Jeca Tatu, o primeiro e o único, depois ele fez outros longas como Jeca ou Jecão, mas como Jeca Tatu foi apenas esse. Esse filme foi um marco pra história, foi um recorde de bilheteria, em 1959, com 8 milhões de espectadores. Isso pra época foi muito grande, realmente, levar o público ao cinema era diferente de hoje. E, por todos os filmes que fizeram sucesso, na história do cinema nacional, o Jeca Tatu ainda está entre os filmes mais assistidos pelo público", acrescentou Sanches.

E todos os anos, sempre no dia 25 de janeiro, tinha uma estreia de Mazzaropi. Muitos outros sucessos vieram, como Tristeza do Jeca, O Corintiano, A Banda das Velhas Virgens. O último filme, "Jeca e a égua milagrosa", foi lançado em 1980. Mazzaropi já estava doente, com leucemia. Ele morreu em 1981, aos 69 anos de idade.

Na fazenda que Mazzaropi comprou em 1968, em Taubaté, foi feito um museu. Por meio de instalações modernas e muita informação audiovisual, o visitante faz uma viagem no tempo e no mundo de Mazzaropi no local, no Vale do Paraíba. Penyamin Ekizian, representante comercial, se emocionou no Museu de Mazzaropi. "Eu me lembrei de muita coisa. Eu vim a convite do meu filho, trouxe o neto, a nora, vim eu e minha esposa. É a primeira vez e estamos adorando. Lembrei do filme, dele, lembrei da minha juventude, pra mim é reviver novamente", comentou Penyamin, que não perdia os filmes nos cinemas e se lembra do ator andando pelas ruas da capital.

"Nós ficávamos na esquina do pecado, a esquina em que os jovens armenos ficavam, tinha o 'Café Mocambo', o 'Cine Metro', na saída do 'Cine Metro', ao lado, ele sempre ficava lá com a capa de chuva, imponente, bonitão. E a gente passava, batia um papo, ele conversava, era uma pessoa muito simpática. Não tinha aquele assédio que hoje tem com artista... Não tinha. A turma passava: 'olha, o Mazzaropi'... Batia um papo rapidinho, não ficava aquela multidão em cima dele", relembra o fã.

No museu, os visitantes podem ver figurinos e equipamentos usados nas produções. Podem também assistir a cenas de filmes e ouvir as músicas na voz do ator e de artistas como Hebe Carmargoe Cely Campelo. No Vale do Paraíba, Mazzaropi ainda está vivo na memória dos fãs. Um grupo de músicos de Taubaté e Tremembé se reúne com frequência para tocar as músicas que faziam parte das trilhas sonoras dos filmes. Muitas delas se eternizaram fora das telas.

Pedro, de 16 anos, não viveu na mesma época que o comediante. Mas foi fisgado pelo seu humor quando, aos 7 anos, viu um filme de Mazzaropi e decidiu estudar teatro e cinema. "Eu falo pra todo mundo que me conhece. Não foi amor à primeira vista. Foi humor à primeira vista", comenta. Hoje, Pedro se une a outras gerações para celebrar esse artista tão brasileiro e querido do povo: Amácio Mazzaropi. São 100 anos de Amácio Mazzaropi... um gênio, o caipira, o mestre.

Trecho de filme de Mazzaropi: "Morreu de colapso", diz o ator. "Não sei se foi de 'co lápis'. Ou se foi 'co a caneta', né?", respondeu.


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