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Reprodução/ TV Globo

Marcelo Mansfield

Entrevista com Marcelo Mansfield: 'Comecei em Hollywood'

Conheça a biografia do comediante que faz sucesso no stand-up e na televisão

Foto: Divulgação

Marcelo Mansfield desembarca em São José dos Campos na próxima sexta-feira (19) para apresentar o espetáculo Nocaute. Mas vir para São José não é uma novidade na vida do humorista, que interpreta o "Seu Banana" no programa Zorra Total, da TV Globo. Ele adora passar pela cidade para comer em restaurantes e relaxar um pouco. Em entrevista, Mansfield revela que está trocando idéias com atores comediantes de São José, e fala também sobre as novas tendências do humor, sobre sua carreira e muito mais.

Como é a sua relação com a cidade de São José dos Campos?
Marcelo Mansfield: Adoro São José! Muito tempo atrás estive por aí num festival de teatro, acho que nos Anos 80. Mas dessa vez vai ser bacana também porque vou encontrar com um pessoal joseense que faz stand-up comedy. Eles entraram em contato comigo, nós conversamos e marcamos um bate-papo pra depois do espetáculo de sexta. Mas eu passo sempre por São José quando vou ao Rio de Janeiro. Dou uma parada, como num restaurante, relaxo um pouco, passeio no shopping e curto todo o clima da cidade.
Ah, tem até uma curiosidade legal, que no início da TV Vanguarda, por pouco eu não fui trabalhar com vocês. Especulou-se a idéia de um programa, inclusive criada pelo Boni, mas depois acabou não vingando.

São José começa a se tornar uma grande praça do teatro brasileiro?
Marcelo Mansfield: Sim, sem dúvida alguma. Muitas pessoas falam que as grandes praças são apenas São Paulo e Rio, mas isso é mentira. São José, Ribeirão Preto, além de outras cidades espalhadas pelo Estado, são interessantíssimas para o teatro. Principalmente para a comédia, acredito eu.

Foto: Divulgação

O que o público de São José pode esperar da peça "Nocaute?"
Marcelo Mansfield: O joseense pode ficar tranqüilo porque eu não vou nocautear a platéia. Na verdade eu dou nocaute em mim mesmo, né. Mas é uma peça de comédia, no estilo stand-up comedy, com um formato meio intimista, e eu vou sempre falar junto com a platéia e nunca apenas para a platéia.

Fale um pouco sobre a sua trajetória no humor.
Marcelo Mansfield: Comecei em 85, trabalhando em Hollywood, fazia parte de um grupo de um teatro móvel. Depois disso comecei a fazer comerciais, foram mais de 500, e mais tarde conheci a turma do Fernando Meirelles, que virou o "Ra-tim-bum" na TV Cultura. Também fiz novelas, mini-séries, enfim, já vai uma certa experiência aí. Depois veio o Terça Insana, o Clube da Comédia e agora estou me dedicando bem ao stand-up comedy.

Na 'Era do Youtube', o que o humorista faz pra que suas piadas não fiquem repetitivas? A divulgação do Youtube atrapalha ou ajuda?
Marcelo Mansfield: No meu caso, eu procuro não disponibilizar minhas apresentações no Youtube. O Nocaute, por exemplo, não está lá. Porque neste caso eu acredito que atrapalha, sim. Mas o Youtube é a mídia da vez para esse tipo de humor. O que a TV fez no passado pelo humorista de personagem, o Youtube faz agora pelo stand-up comedy.
Agora, muitas pessoas me perguntam: quando vai ter stand-up comedy na TV? Eu acho que é outra viagem. Caberia no futuro. Ou talvez em apenas alguns casos como, por exemplo, o Programa do Jô. O Jô Soares abre o programa dele mostrando isso, essa comédia stand-up. Mas no futuro... aí com certeza vai juntar tudo isso. Por enquanto o Youtube é a grande promoção para o jovem humorista, que tenta buscar o seu espaço sem gastar dinheiro. Gente como Rafinha Bastos e Danilo Gentili não seriam reconhecidos sem o Youtube.

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Explique a transformação do personagem "Seu Merda" (do grupo teatral Terça Insana) para o "Seu Banana" (do programa de TV Zorra Total).
Marcelo Mansfield: É, exatamente, o Banana no teatro vira uma "merda". (risos) Mas falando sério, pra mim foi maravilhoso levar esse personagem pra TV porque eu sempre quis fazer uma coisa popular. Eu sempre fui o humorista do underground, sem nenhuma repercussão, e de repente estou no "Zorra Total", que muita gente desconhece, mas que é o programa que está entre os 10 de maior audiência do país. Quando fui a Portugal, por exemplo, eu comi de graça em três restaurantes porque as pessoas me paravam, pediam autógrafos e diziam que adoravam meu trabalho.

E como é a rotina de gravações do Zorra Total? Qual é a sua avaliação sobre o programa?
Marcelo Mansfield: A rotina é uma delícia. Eu ia para o Rio de Janeiro, nossa Hollywood com praia, e aí ficava com umas cinco cenas de 2 a 4 minutos pra fazer. É um programa muito bem produzido. O texto não é lá essas coisas, porque não dá pra se falar na TV o que se fala no teatro, mas... fazer o quê? A verdade é que esse tipo de trabalho não é muito o meu estilo, o meu foco é mesmo o palco. Mas foi como eu disse: é extremamente importante essa popularização.
Tem muita gente que critica o Zorra, dizendo que só tem velho trabalhando. Isso é mentira. Eles revelam muita gente, muitos que vieram do teatro. Tem a Lady Kate que faz grande sucesso, o Seu Merda é um personagem que nunca tinha sido feito na TV. Enfim, são coisas novas e populares.

Foto: Divulgação

Numa entrevista você disse que o seu personagem favorito é sempre o que está para ser criado. Qual é este personagem?
Marcelo Mansfield: Eu já começo a preparar o 'Nocaute 2 - A Revanche' e isso falo pra vocês em primeira mão. Esse é o show que deve virar no ano que vem. E quem sabe a estréia dele não pode ser em São José dos Campos? Seria uma honra.

Você pensa em piada 24h por dia? De onde vem a inspiração?
Marcelo Mansfield: O detalhe é você pegar as curiosidades do dia-a-dia, basicamente. Todos os países têm as suas próprias piadas, cada cidade tem a sua piada e por aí vai. Muita coisa que acontece em São Paulo, não acontece em São José. E vice-versa. Mas o legal é você andar pela rua, ouvir o que o povo fala e aí vai tirando suas sacadas. O paulista, por exemplo, tem que fazer piada com o trânsito, o carioca com a praia. Além de casos ainda mais peculiares. Quando fui pra Recife, por exemplo, uma loja de lá chamava-se "A Insinuante". Aí não tem como não brincar. Já é uma piada pronta.
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