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Curiosidades da decisão da Copa da Inglaterra, em Londres

GALERIA DE IMAGENS E BASTIDORES DA FINAL NA INGLATERRA

Assistir a uma partida de futebol na Inglaterra é algo diferente, mas estar na final da Copa da Inglaterra, o torneio mais antigo do mundo (disputado desde 1871) é ainda mais especial. Somando o fato de que a partida será disputada no mágico estádio de Wembley, nada melhor pode ser feito nessa tarde ensolarada de sábado, em Londres.
Veja abaixo a galeria de fotos da Copa da Inglaterra

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Foto: Arthur Costa/ OsPaparazzi

O clima da final da FA Cup é mais de festa do que de tensão, já que reúne Chelsea (campeão inglês no final de semana anterior) e Portsmouth, que terminou a competição na última colocação.

A rivalidade é pequena entre os times, que possuem a mesma cor: azul. De um lado, os campeões Blues queriam comemorar a dobradinha e conquistar o segundo título em um espaço de uma semana. Já os fanáticos pelo Pompey estavam aproveitando o momento para mostrar amor ao rebaixado time, que declarou falência em fevereiro desse ano, fazendo com que o clube fosse punido com a perda de 9 pontos no Campeonato Inglês, quase fechando as portas do tradicional time do litoral sul da Grã-Bretanha.

Nossa jornada começa no metrô Londrino. Vindo do centro, mudando da linha vermelha para a cinza, a qual nos leva ao estádio de Wembley, entro e fico a esquerda de um vagão, próximo a uma família de torcedores do Portsmouth. Há duas meninas, vestidas da cabeça aos pés com o uniforme da equipe e com "Pompey" escrito na testa. Olhando para a direita, em meio a muitos turistas e cidadãos comuns curtindo o sábado é possível notar torcedores do Chelsea espalhados pelo vagão.

Com o passar das estações vamos saindo do centro, em direção ao norte e aí o cenário muda. A cada parada, grupos de torcedores e famílias adentram o vagão. Agora, fãs de Blues e Pompey estão lado a lado. Alguns cantam já com o rosto vermelho e visivelmente sob o efeito do conteúdo de latas e mais latas que saem de sacolas plásticas.

Não há provocação, princípio de confusão ou olhares tenebrosos até mesmo quando adversários são obrigados a se esmagar por falta de espaço. Sim, o transporte público de Londres tem superlotação e não é apenas em dias de jogos. O horário de pico é tenso na região central.

Chegando à estação Wembley Park, as portas do metrô abrem e as torcidas se agitam ao subirem as escadas rolantes. Os gritos isolados dão lugar a cantos de ambos os lados. O clima segue até quando passamos pela catraca e aí, o que se vê é mágico. Um mar azul de gente desde a saída da estação até a entrada do estádio. É momento de total deslumbramento.

Infelizmente não é possível desfrutar da vista por muito tempo, já que a quantidade de pessoas saindo da estação faz com que você deixe de admirar a vista e passe a ser mais um naquele corredor humano que parece infinito.

No caminho, barracas de lanches nada saudáveis, muita publicidade sobre a Copa do Mundo, incluindo um ônibus em que torcedores podem deixar sua assinatura e uma mensagem de sorte aos jogadores que irão defender a Inglaterra na Copa do Mundo. Há cambistas e também modelos nos encorajando a apostar no resultado final, aliás, como gostam de apostar os ingleses.

Subindo a rampa do estádio, hora de ir para a bilheteria, desembolsar as salgadas 40 libras e seguir para as catracas. Antes, uma volta em torno do "Templo das Lendas?", onde encontramos a estátua de Bobby Moore, ex-zagueiro e capitão do time que conquistou até hoje o único título inglês em Copas do Mundo, em 1966, ali mesmo, no antigo Wembley, recebendo a taça das reais mãos de Elizabeth II.

Hora de entrar no estádio, com bilhete eletrônico em uma catraca que mais parece uma porta giratória de banco. Depois de uma leve revista, é só procurar seu lugar marcado na arquibancada (no meu caso com as 40 libras que me proporcionaram o lugar mais distante do campo).

Quanto ao jogo, deixa pra lá. Deu a lógica, Chelsea campeão, na partida em que dois pênaltis foram desperdiçados e o alemão Michael Ballack sofreu uma lesão que o tirou da Copa do Mundo.

Como foi bom respirar história, ver o fanatismo de uma torcida de um time rebaixado, a tradição de levar a família no estádio, amigos se reunindo, tudo, em paz.
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